Jogadores de futebol, astros da música pop e atores foram os primeiros a assumir a vaidade e usarem produtos cosméticos. Agora, os homens do mundo todo, inclusive os brasileiros, também passaram a comprar cremes, loções e xampus, movimentando um mercado que gera cerca de US$ 16,2 bilhões por ano. No Brasil, de acordo com a revista Veja Especial Homem, lançada em agosto de 2004, 66% dos homens brasileiros declaram dar muita importância à aparência.
Nos Estados Unidos, os “metrosexuais” – os heterosexuais que não tem medo de se produzirem – fizeram as vendas de produtos para beleza crescerem 14,4%. Lá, só os produtos para a pele tiveram aumento de 21,4%, calculado pelo instituto de pesquisa Euromonitor. E a porcentagem tende a se ampliar: a previsão é que até 2008, a categoria esteja 20,1% maior, ou seja, em US$ 3,3 bilhões.
Se internacionalmente os dados são animadores para a indústria cosmética, no Brasil não é diferente. O setor de beleza masculina nacional movimenta R$ 800 milhões, 10% do mercado cosmético, segundo a Abihpec (Associação Brasileira da Indústria de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos). Os produtos mais vendidos são os de alta tecnologia para bem estar e beleza.
A revolução começou nos anos 90, quando os brasileiros começaram a usar produtos de beleza com maior freqüência. Os dados da Abihpec mostram que em 1998, um em cada 100 homens usava cosméticos. E o novo milênio chegou com mais crescimento. No ano passado, só o mercado de hidratantes masculinos movimentou R$ 300 milhões, uma progressão, quando observados os dados de 2002, que fechou em R$ 240 milhões, e 2001, com R$ 196,5 milhões.
Os fabricantes de cosméticos nacionais já perceberam há algum tempo esse potencial de consumo dos homens. A Natura lançou sua linha masculina de anti-rugas e suavizadores de expressão, em 1988, e atualmente, tem dezenas de produtos, entre eles, perfumes e óleos. O Boticário agora tem em suas lojas produtos tecnológicos como filtros solares que protegem o DNA, mas também começou produzindo anti-sinais e creme de barbear, nos anos 1980.
A nova aposta das empresas são os xampus e outros produtos para os cabelos. Os homens mais novos se preocupam estilo, enquanto os mais velhos, que se vêem os primeiros sinais dos fios grisalhos ou brancos, consomem mais colorações.
De qualquer modo, o mercado tende a crescer cada vez mais, seguindo as tendências internacionais. Isso se for considerado que segundo pesquisas, pelo menos 30% do salário dos “metrosexuais” são gastos em roupas e com a aparência em geral e desse número, 15% são aplicados somente em cosméticos.
FONTE: Portal RACINE - www.racine.com.br